quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O urucum e as pinturas corporais













 

O urucum é um fruto originário do nosso continente, a América. Há milênios, diversos povos indígenas o utilizam para, entre outras coisas, realizar pinturas corporais. Na atualidade, povos como os guarani-kaiowás usam o urucum para criar pinturas corporais que, para além de sua beleza, carregam profundos significados. Ou seja, não se trata apenas de enfeitar o corpo, mas de representar a conexão com a natureza, os ancestrais, a cultura, a espiritualidade.

Incorporado à culinária brasileira com o nome de “colorau”, o urucum é um exemplo do impacto das tradições e da sabedoria dos povos indígenas para a formação do nosso país. Longe de se tratar de uma imitação das pinturas indígenas, as fotos aqui exibidas mostram estudantes do 8º e 9º ano (2025) em contato com uma planta profundamente conectada à história deste território no qual vivemos, mas que muitas vezes nós não conhecemos. Muito antes de esta terra ser chamada de Brasil pelos portugueses, ela já era habitada por milhões de pessoas, pertencentes a cerca de mil povos diferentes.

O campus São Cristóvão II segue em busca de cada vez mais cumprir o direito de todos nós de saber sobre as culturas indígenas. A Lei 11.654/2008 estabelece que todas as escolas e matérias devem trabalhar história e cultura indígena – além da história e cultura afro-brasileira. No nosso campus temos algumas ações para lembrar a importância dos povos indígenas - e precisamos ter cada vez mais! Seguimos juntos!

Suelen Julio (História/NEABI).

Ficha técnica: 

Projeto desenvolvido por Marcos Lima e Rogério Lafayette (Geografia)

Colheita do Urucum: Marcelo Sant'ana

Fotos: Marcos Lima

Estudantes:

André Alves da Silva Júnior

Anna Julia Carvalho Ferreira

Isabelli Luíza da Luz de Moura

Leonan Ramos da Silva

Manuela Camargo Gonçalves da Silva

Maria Fernanda Gonçalves da Silva

Pedro Bezerra de Freitas

Serena Santiago Quintela



segunda-feira, 22 de junho de 2026

2026.1


Equipe CAAPII 2026...


9ª Jornada de Iniciação Científica no dia 29 de abril...

https://www.instagram.com/p/DYNcfwrlfAp/?img_index=1...


Neste mesmo dia, estudantes do Colégio Imaculado Coração de Maria entrevistaram os estudantes do CAAPII para o jornal Raízes do Amanhã...


E o escritor Daniel Munduruku e a estudante Anna Julia Carvalho Ferreira (906) plantaram uma muda de urucum (Bixa orellana) na frente do campus São Cristóvão II...




Novas espécies floresceram no campus no outono, como o urucum de cápsula vermelha e o feijão guandu rajado...






E isso é só o começo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Retrospectiva 2025

Colheita de sementes de cosmos. Foto: Renata Borelli.

Plantio de mudas de espécies nativas (maio de 2025):

https://www.instagram.com/p/DKKuw9-ujQC/

https://www.instagram.com/p/DKJHM_Ds165/?img_index=1

Lançamento do inventário da biodiversidade (junho de 2025):

https://www.instagram.com/p/DKkQE66AGtw/

https://www.instagram.com/p/DKiSpXRRmxF/?img_index=1

Colheita de feijão guandu (julho de 2025):

https://www.instagram.com/p/DL-1WgWqFSt/

https://www.instagram.com/p/DLsgob5RO9g/?img_index=1

Paisagismo no mural da Leci Brandão (agosto de 2025):

https://www.instagram.com/p/DNEVxr1vSfo/?img_index=1

https://www.instagram.com/p/DNBopbOxZ2f/?img_index=1

Tempero na cozinha de SCII (setembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DO9DsH6ETm9/?img_index=1

Primavera de 2025 no campus SCII (novembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DRDR7dNE67w/

https://www.instagram.com/p/DRDEvEcASoB/?img_index=1

Trilha no Costão de Itacoatiara (novembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DRfXmWaAVnR/?img_index=1

Oficina de culinária do feijão guandu (dezembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DSIFWsLDZ2v/?img_index=1

https://www.instagram.com/p/DSDq0nkgeEY/?img_index=1

Pedrinho no espaço verde de SCII (dezembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DSI1uJ2Afex/?img_index=1

Colheita de milho (dezembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DSVo_F9gXTv/?img_index=1

Sementes que seguem crescendo (dezembro de 2025):

https://www.instagram.com/p/DSnhfZ6ASNG/?img_index=1

Estudantes transformam cimento em vida (ao longo de 2025):

https://www.instagram.com/p/DTag4ZykRik/?img_index=1

Estudantes plantam diversas espécies frutíferas da Mata Atlântica no Espaço Verde de SCII (segundo semestre de 2025):

https://www.instagram.com/p/DTiKkthkZl6/?img_index=1

A entrada do campus São Cristóvão II já começou a florescer (final de 2025)!

https://www.instagram.com/p/DURHGZ4gSr7/?img_index=1


Colheita de urucum.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Receitas de feijão guandu

O seguinte material foi elaborado para a oficina de culinária de feijão guandu realizada com os alunos do coletivo de agroecologia do Pedro II (CAAPII) no dia 25/11/2025. O livreto conta com 3 receitas diferentes usando o feijão, além da sua tabela nutricional, curiosidades, características e usos. Foi pensado e elaborado pelas alunas Yasmin Iglesias e Yasmin Cortes como parte do projeto do estágio de Nutrição Social, com a supervisão e orientação da nutricionista Ana Carolina e da professora Taís Ariza.

Foto: Taís Ariza.

A ideia para a elaboração deste material surgiu a partir do interesse dos alunos do CAAPII. O coletivo objetiva revitalizar os canteiros do campus São Cristóvão II, restaurando paisagens com educação ambiental e proporcionando aos estudantes contato constante com a natureza. Além disso, o feijão guandu utilizado na oficina foi colhido pelos próprios alunos, vindo de um pé de feijão guandu que foi também plantado por eles em 2016.

Para saber mais sobre o feijão guandu, clique aqui e veja pesquisa feita por Maysa Vitoria (810) em 2023.

Clique nas imagens para ampliar o texto.











quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Restauração da Mata Atlântica do campus São Cristóvão II

Esther, Marcelo, Maria Eduarda, Breno e Maria Luisa.


No ano passado o CAAPII fez um inventário da biodiversidade do campus São Cristóvão II, que demonstrou, entre outras coisas, que as árvores exóticas prevalecem sobre as árvores nativas brasileiras no campus – assim como em todo o complexo de São Cristóvão. 


Dessa forma, para que tenhamos mais vegetação nativa da Mata Atlântica, é preciso que haja um manejo na sua área verde, controlando o avanço das espécies exóticas invasoras e promovendo a introdução e o aumento do número de espécies nativas importantes, como frutíferas que atraem fauna e que ainda são desconhecidas pela maioria da população, como a cabeludinha, o palmito juçara, a pitanga preta e a pitangatuba (as mudas da foto!). Sem precisar deixar de fora plantas úteis de quintais.


Uma oportunidade de repensar o paisagismo local e de valorizar a biodiversidade nativa com espécies da Mata Atlântica de pequeno e médio porte, sempre plantando, atualizando o nosso inventário, pesquisando as plantas nativas do nosso bioma e aproveitando o potencial pedagógico do nosso território, para aproximar os estudantes metropolitanos da natureza e do conhecimento ancestral.


Plantio na alameda Ana Primavesi em outubro desse ano.



terça-feira, 21 de outubro de 2025

Nossa flora: Pitangatuba

Pitangatuba

A pitangatuba (Eugenia neonitida) é uma fruta brasileira nativa da Mata Atlântica e mais encontrada em áreas de restinga. É um arbusto frutífero com características próprias que o diferenciam da pitanga-comum, apesar de pertencerem à mesma família. 

Principais características: O fruto maduro é amarelo-alaranjado, alongado e tem a forma de uma pequena carambola com gomos discretos.

Usos e benefícios

Valor nutricional: É uma ótima fonte de vitamina C e outros antioxidantes, o que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

Ação digestiva: Devido à sua acidez, pode auxiliar na digestão.

Benefícios ambientais: A planta serve como fonte de alimento para a fauna nativa, principalmente a avifauna. 

Solo: A planta se adapta a diversos tipos de solo, desde que sejam bem drenados e férteis.

Cuidados: Gosta de sol e umidade, mas não tolera encharcamento. A adubação regular e a cobertura do solo com matéria orgânica são importantes. 

Curiosidade: a fruta é bastante delicada e se machuca facilmente quando madura, o que dificulta sua comercialização em grande escala e a torna rara fora das regiões onde é nativa. Muitas vezes, só é possível degustar essa fruta cultivando a própria planta.

Fonte: wikipedia.

Por Maria Luísa Floriano e Breno Roberto, 903.

Plantio de pitangatuba em outubro de 2025.


Nossa flora: Jabuticaba

Jabuticaba 




Reino: Plantae                                  
Divisão: Magnoliophyta                                 
Classe: Magnoliopsida                           
Subclasse: Rosidae                                           
Ordem: Myrtales                                          
Família: Myrtaceae                         
Gênero: Plinia                                          
Espécie: cauliflora
                                                                                             
A jabuticaba é uma fruta nativa da Mata Atlântica e uma das mais simbólicas do Brasil, conhecida pelo seu cultivo peculiar e sabor adocicado. A jabuticabeira, nome da árvore, tem a característica singular de produzir flores e frutos diretamente no tronco e nos galhos mais grossos, um fenômeno chamado caulifloria.

Existem várias espécies, sendo a jabuticaba-sabará e a híbrida as mais comuns. A sabará tem frutos menores, enquanto a híbrida frutifica mais rápido. Prefere climas quentes e úmidos, com boa incidência de sol e solos ricos em matéria orgânica e bem drenados.

Ela traz muitos benefícios para a saúde como: fortalecer a imunidade, rica em fibras e  ajuda na saúde cardiovascular. A jabuticaba é uma fruta ideal para a saúde, sua polpa possui poucas calorias e carboidratos, e possui grandes quantidades de vitamina C e outras vitaminas como a vitamina E, o ácido fólico, Niacina, Tiamina e Riboflavina. Possui ainda minerais como potássio, cálcio, magnésio, ferro, fósforo, entre outros

As cascas da jabuticaba tem propriedades antioxidante/anti-inflamatórios que ajudam contra inflamações, intoxicações até mesmo contra o envelhecimento da pele. Elas também podem aumentar a resistência do corpo e ajudam na recuperação da elasticidade do corpo. As cascas também podem trazer outros benefícios, como até mesmo ajudar na melhora da memoria, entre muito outros.

A jabuticaba também é muito conhecida pelo suco que é feito dela.

Fontes:https://www.tapirai.sp.gov.br/meupomar/jabuticaba 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jabuticaba

Por Maria Luísa Floriano, Breno Roberto e Guilherme Frecceiro, 903.



Plantio de jabuticaba em maio de 2025, turma 804.


Nossa flora: Cereja-do-Mato ou Cereja-do-Rio-Grande

Cereja-do-Mato

A cereja-do-mato (Eugenia involucrata) é uma árvore frutífera nativa do Brasil, também conhecida como cereja-do-rio-grande. Pertencente à família das mirtáceas, sua fruta, de sabor agridoce, é comestível e bastante apreciada. Suas flores: A floração ocorre no início da primavera, com flores brancas e delicadas. Suas frutas, são drupas de casca fina, que ficam com cor vermelha a vinho quando maduras. A frutificação ocorre entre outubro e janeiro. A polpa é saborosa e geralmente envolve uma ou poucas sementes. Ela é fácil de ser cutivada, mas cresce em ritmo moderado. Ela prefere um solo com boa umidade, mas não encharcado. 

Biodiversidade: Por ser uma espécie nativa da Mata Atlântica e do Pampa, a cereja-do-mato contribui para a diversidade desses biomas.

Fonte: rebotar plantas

Por Maria Luísa Floriano e Breno Roberto, 903.


Plantio de cereja-do-mato em maio de 2025, turma 803.

Plantio de cereja-do-mato em julho de 2025, caapii.


Plantio de cereja-do-mato em setembro de 2025, com estudantes argentinos.