O urucum é um fruto originário do nosso continente, a América. Há milênios, diversos povos indígenas o utilizam para, entre outras coisas, realizar pinturas corporais. Na atualidade, povos como os guarani-kaiowás usam o urucum para criar pinturas corporais que, para além de sua beleza, carregam profundos significados. Ou seja, não se trata apenas de enfeitar o corpo, mas de representar a conexão com a natureza, os ancestrais, a cultura, a espiritualidade.
Incorporado à culinária brasileira com o nome de “colorau”, o urucum é um exemplo do impacto das tradições e da sabedoria dos povos indígenas para a formação do nosso país. Longe de se tratar de uma imitação das pinturas indígenas, as fotos aqui exibidas mostram estudantes do 8º e 9º ano (2025) em contato com uma planta profundamente conectada à história deste território no qual vivemos, mas que muitas vezes nós não conhecemos. Muito antes de esta terra ser chamada de Brasil pelos portugueses, ela já era habitada por milhões de pessoas, pertencentes a cerca de mil povos diferentes.
O campus São Cristóvão II segue em busca de cada vez mais cumprir o direito de todos nós de saber sobre as culturas indígenas. A Lei 11.654/2008 estabelece que todas as escolas e matérias devem trabalhar história e cultura indígena – além da história e cultura afro-brasileira. No nosso campus temos algumas ações para lembrar a importância dos povos indígenas - e precisamos ter cada vez mais! Seguimos juntos!
Suelen Julio (História/NEABI).
Ficha técnica:
Projeto desenvolvido por Marcos Lima e Rogério Lafayette (Geografia)
Colheita do Urucum: Marcelo Sant'ana
Fotos: Marcos Lima
Estudantes:
André Alves da Silva Júnior
Anna Julia Carvalho Ferreira
Isabelli Luíza da Luz de Moura
Leonan Ramos da Silva
Manuela Camargo Gonçalves da Silva
Maria Fernanda Gonçalves da Silva
Pedro Bezerra de Freitas
Serena Santiago Quintela













Nenhum comentário:
Postar um comentário